Por que os modelos ecológicos não vendem bem?

Quando surgiram no mercado, os carros elétricos e híbridos foram colocados como a salvação da indústria automotiva e, ao mesmo tempo, como o fim dos modelos convencionais. Alguns anos se passaram, e o que vemos não indica bem isso.

Um exemplo claro é o que acontece nos Estados Unidos, onde os modelos híbridos representam menos de 2,5% do mercado, enquanto que os elétricos não chegam nem a 1%. Mas que motivos levam os norte-americanos e outros consumidores ao redor do mundo a não comprar a ideia dos carros ecológicos?

O principal motivo é o preço, bem maior nesses modelos do que em semelhantes a gasolina, flex ou diesel. O retorno aparece depois de muito tempo, pois a economia com combustível não é tão grande quanto muitos imaginam. Voltando a citar os EUA, analistas afirmam que carros elétricos oferecem o mesmo nível de equipamentos que modelos entre 7.000 e 10.000 dólares mais baratos. Ou seja, fica caro tê-los na garagem.

Outro ponto que afasta as pessoas desse segmento é a autonomia desses veículos. Em alguns casos, ela não passa de 100 km, pois o clima frio de muitas cidades diminui o alcance depois de cada recarga. Além disso, o número de pontos de recarga nas ruas não é muito grande (isso sem citar o Brasil, onde esse número é inexpressivo).

Um terceiro e último motivo é a eficiência que carros normais tem alcançado nos últimos anos. Com a popularidade dos modelos ecológicos, as marcas se movimentaram para produzir motores menores e mais econômicos, sem ficar devendo na potência e no torque. Fora as alterações feitas nos motores em si, muitas marcas também adotaram o sistema stop/start, que diminui significativamente o consumo médio.

É claro que isso mostra apenas o que vemos hoje. Pode ser que, no futuro, a tecnologia usada nesses veículos faça com que eles passem a valer a pena. Até agora, porém, a grande maioria ainda prefere o bom e velho motor a combustão. E você?

[Fonte: Detroit News via Carscoop]