Venda de importados sobe e cai em maio; entenda situação

No mês passado, finalmente as vendas no Brasil subiram, depois de um período muito ruim para o setor. Mesmo assim, parece que a situação dos importados não deve melhorar tão cedo.

Segundo a Abeiva, que representa os importados por aqui, suas vendas subiram apenas 4% em maio, depois que 12.388 veículos importados foram vendidos. O resultado não foi comemorado, pois em relação a maio de 2011, as vendas caíram 35,6%. No acumulado do ano, a história é a mesma: queda de 16,3% nos cinco primeiros meses, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ainda segundo o último balanço da Abeiva, as marcas que mais sentem com as vendas atuais são Aston Martin, Effa, Porsche, Kia e Ssangyong, que registram baixas entre 41,1% e 73,7%. Veja abaixo a situação detalhada do mercado de importados no Brasil.

Ranking dos 10 importados mais vendidos em maio de 2012 (com o acumulado do ano):

1º Chery QQ – 823 (4.340)
2º JAC J3 – 786 (4.234)
3º Kia Sorento – 780 (2.717)
4º Kia Bongo – 746 (3.757)
5º Kia Cerato – 703 (2.685)
6º Kia Sportage – 659 (3.220)
7º Kia Picanto – 596 (2.613)
8º JAC J3 Turin – 510 (2.738)
9º Land Rover Evoque – 474 (2.376)
10º Hafei Towner Picape – 456 (2.232)

Ranking das 10 marcas de importados que mais venderam em maio de 2012 (com o acumulado do ano):

1º Kia Motors – 4.175 (18.171)
2º JAC Motors – 1.750 (8.535)
3º Chery – 1.387 (7.962)
4º Land Rover – 775 (3.467)
5º Suzuki – 652 (2.841)
6º BMW – 631 (3.014)
7º Hafei – 529 (2.700)
8º Effa – 470 (2.447)
9º Audi – 303 (1.642)
10º Dodge – 299 (1.531)

[Fonte: Abeiva via Auto Esporte]

  • Aqui não há mistérios.
    A barreira de impostos e a alta do dollar jogaram muita água na fervura.
    O sonho do carro importado ficou mais distante da classe média. E a perspectiva para a frente não é boa.
    Poderia ser melhor se, mesmo com cotas, o Brasil celebrasse o acordo automotivo com a Europa. Mas também não deve acontecer tão cedo. Em especial devido as objeções francesas quanto ao subsídio ao ruralista francês.
    O governo brasileiro é proteccionista e deve continuar. A queda dos juros também não ajudarão a valorização do real. Assim que para os importados o horizonte está escuro.